Engraçado, assisti muitos filmes essa semana na TV a cabo (alias, Deus a abençoe, mais uma vez!), sabe como é, a faculdade vai começar e eu estou sentindo que eu não vou ter tempo nem pra ver o comercial do horário nobre, que só dura trinta segundos e provavelmente custa uma fortuna.Vi Clube da Luta, me lembrei que continuo não gostando do final, não vi Entrevista com o Vampiro e quase chorei por isso, assisti pedaços de outros filmes desconhecidos e é claro, Edward Mãos de Tesoura também esteve no roteiro de filmes da semana, tinha esquecido como esse filme é bizarro e o Johnny Deep mais bizarro ainda.
Fui no cinema também.Cai em prantos assistindo Marley e Eu, não costumo gostar de filmes com cachorros, tipo Beethoven, Beethoven O Retorno, Beethoven o Super Cão, nada contra quem gosta, mas o cachorro é sempre um quase Super Herói, salva as criancinhas, morde o bandido, descobre um tesouro, só não é alérgico a Kriptonita, que eu me lembre, mas tirando isso, suas quatro patas e um rabo, são todos basicamente, Super-Homens.O Marley não é bem assim, quer dizer, ele não é nada heróico, é o cachorro do Apocalipse, destrói tudo, come até paredes, mata seus donos de vergonha e rende até uma coluna semanal no jornal, porém apesar de toda sua destruição em massa, ama incondicionalmente seus donos, sua família.Não sei explicar o que senti vendo esse filme, não sou critica de cinema, não entendo de fotografia, mas sei quando um filme retém amor. Achei que ia sair da sala de cinema e só eu, chorona que sou, ia estar me debulhando em lágrimas, porém me deparei com pessoas com olhos vermelhos e nariz escorrendo, todas correndo pro banheiro.Não saciada a minha vontade por bons filmes, fui ontem assistir “O Curioso Caso de Benjamin Button.”, com a minha mãe, que quase esmagou minha mão quando viu o Brad Pit de meia idade, numa motoca, cabelos ala Elvis e Haiban, todo no puro estilo bad boy, de verdade achei que ela ia esmigalhar minha mão, meu pai foi também mas acho que ele não acha o Brad Pit bonitão não.O filme é longo, mas o tempo é imperceptível, me lembrou Forest Gump, uma história de encontros e desencontros de personagens tão simples que chegam a ser tocantes, trechos de fatos da história americana, frases óbvias porém sábias, toda a vida de alguém que está vivendo o tempo ao avesso.
Temos a mania de sempre achar, que pra nós tudo está ao contrário, que o destino luta contra a nossa vontade, eu mesma, tenho essa mania e mostro claramente ela nos meus posts.Esse filme me ensinou, que o destino não luta contra nós, nem o tempo, nós que desperdiçamos nossas energias com pequenas coisas.Não vemos um nascer do sol, não realizamos ao menos um sonho, remoemos nossas dores, que na verdade deveriam ser deixadas pra trás.Se nascêssemos com oitenta e poucos anos, e morrêssemos como um bebê sem memória da própria vida, talvez chegássemos aos 18 com toda sabedoria de um homem que já viveu boa parte da vida, pra saber que muitas das nossas dores de agora, são pequenas perto do que ainda nós espera.Não somos tão fortes como pensamos, não sabemos de nada e agora quase estou caindo na tentação de concordar com o meu pai quando ele diz que realmente eu não sou a sabe-tudo.Sou na verdade a sabe pouco, ou quase nada.
Ainda tenho muito pela frente, não sou Benjamin Button, tenho realmente recém completados dezenove anos, pode acreditar que eu vou envelhecer. Hoje foi difícil dormir, acordei no meio da noite, rolei na cama, tive insônia, a maior conseqüência dos medos e dores de uma menina meio mulher. Meu sono sofre, eu sofro, por que não sou sábia o bastante pra saber que dores piores virão.Não sei se gostaria de viver minha vida ao contrário, mas gostaria muito de ser sábia o suficiente pra me convencer de que o que eu sinto agora vai passar, que não preciso ter medo da faculdade, que devo sim viajar, que um dia eu vou dirigir tão bem quanto deveria, que aquele cara realmente não serve pra mim, que meus pais me amam sim, sempre.Se eu fosse Benjamin Button, também escreveria um diário, gostaria que minha história virasse um filme, pra que todos aqueles que estão com sua vida cronológica nos conformes compreendessem o valor da juventude, o poder da meia idade e toda sabedoria que a velhice representa.Assistam esse filme, por favor.Deixem suas mães esmigalharem sua mão por causa do Brad Pit, agüentem o pranto descontrolado da mulher do seu lado, chore também se sentir vontade, espero que você também saia da sala do cinema compreendendo melhor a vida, ou com a certeza que você realmente não sabe nada que vai precisar de muita força ainda.Nascer e envelhecer, envelhecer e nascer, não importa a ordem, vai ser um mártire, uma constante luta, uma vida resumida em seus melhores momentos, como numa retrospectiva.
Fui no cinema também.Cai em prantos assistindo Marley e Eu, não costumo gostar de filmes com cachorros, tipo Beethoven, Beethoven O Retorno, Beethoven o Super Cão, nada contra quem gosta, mas o cachorro é sempre um quase Super Herói, salva as criancinhas, morde o bandido, descobre um tesouro, só não é alérgico a Kriptonita, que eu me lembre, mas tirando isso, suas quatro patas e um rabo, são todos basicamente, Super-Homens.O Marley não é bem assim, quer dizer, ele não é nada heróico, é o cachorro do Apocalipse, destrói tudo, come até paredes, mata seus donos de vergonha e rende até uma coluna semanal no jornal, porém apesar de toda sua destruição em massa, ama incondicionalmente seus donos, sua família.Não sei explicar o que senti vendo esse filme, não sou critica de cinema, não entendo de fotografia, mas sei quando um filme retém amor. Achei que ia sair da sala de cinema e só eu, chorona que sou, ia estar me debulhando em lágrimas, porém me deparei com pessoas com olhos vermelhos e nariz escorrendo, todas correndo pro banheiro.Não saciada a minha vontade por bons filmes, fui ontem assistir “O Curioso Caso de Benjamin Button.”, com a minha mãe, que quase esmagou minha mão quando viu o Brad Pit de meia idade, numa motoca, cabelos ala Elvis e Haiban, todo no puro estilo bad boy, de verdade achei que ela ia esmigalhar minha mão, meu pai foi também mas acho que ele não acha o Brad Pit bonitão não.O filme é longo, mas o tempo é imperceptível, me lembrou Forest Gump, uma história de encontros e desencontros de personagens tão simples que chegam a ser tocantes, trechos de fatos da história americana, frases óbvias porém sábias, toda a vida de alguém que está vivendo o tempo ao avesso.
Temos a mania de sempre achar, que pra nós tudo está ao contrário, que o destino luta contra a nossa vontade, eu mesma, tenho essa mania e mostro claramente ela nos meus posts.Esse filme me ensinou, que o destino não luta contra nós, nem o tempo, nós que desperdiçamos nossas energias com pequenas coisas.Não vemos um nascer do sol, não realizamos ao menos um sonho, remoemos nossas dores, que na verdade deveriam ser deixadas pra trás.Se nascêssemos com oitenta e poucos anos, e morrêssemos como um bebê sem memória da própria vida, talvez chegássemos aos 18 com toda sabedoria de um homem que já viveu boa parte da vida, pra saber que muitas das nossas dores de agora, são pequenas perto do que ainda nós espera.Não somos tão fortes como pensamos, não sabemos de nada e agora quase estou caindo na tentação de concordar com o meu pai quando ele diz que realmente eu não sou a sabe-tudo.Sou na verdade a sabe pouco, ou quase nada.
Ainda tenho muito pela frente, não sou Benjamin Button, tenho realmente recém completados dezenove anos, pode acreditar que eu vou envelhecer. Hoje foi difícil dormir, acordei no meio da noite, rolei na cama, tive insônia, a maior conseqüência dos medos e dores de uma menina meio mulher. Meu sono sofre, eu sofro, por que não sou sábia o bastante pra saber que dores piores virão.Não sei se gostaria de viver minha vida ao contrário, mas gostaria muito de ser sábia o suficiente pra me convencer de que o que eu sinto agora vai passar, que não preciso ter medo da faculdade, que devo sim viajar, que um dia eu vou dirigir tão bem quanto deveria, que aquele cara realmente não serve pra mim, que meus pais me amam sim, sempre.Se eu fosse Benjamin Button, também escreveria um diário, gostaria que minha história virasse um filme, pra que todos aqueles que estão com sua vida cronológica nos conformes compreendessem o valor da juventude, o poder da meia idade e toda sabedoria que a velhice representa.Assistam esse filme, por favor.Deixem suas mães esmigalharem sua mão por causa do Brad Pit, agüentem o pranto descontrolado da mulher do seu lado, chore também se sentir vontade, espero que você também saia da sala do cinema compreendendo melhor a vida, ou com a certeza que você realmente não sabe nada que vai precisar de muita força ainda.Nascer e envelhecer, envelhecer e nascer, não importa a ordem, vai ser um mártire, uma constante luta, uma vida resumida em seus melhores momentos, como numa retrospectiva.