quinta-feira, 3 de março de 2011

É pré-carnaval; bateria sem ritmo; marchinha rimada.

Ativei a aliteração.Fui escrever, não entendi nada.Mudei, sem aliteração.Por que eu quero entender ao menos o que escrevo.Imendei.Já que o país para pelo carnaval eu paro por qualquer coisa.Não estava afim, parei no desafio, no ponto auge da luta alguém disse: Você vai para à frente de batalha.Recuei.Até o banho de lavar a alma, minha segunda-feira estava na quinta, como a quinta-feira está  na sexta-feira de qualquer um.Quando queremos, complicamos.E não há palavra amiga, cigarro tragado e filme do Almodóvar, Volver no caso, que te faça volver a vida.
Dramatizei, não sou queen, sou plebéia no drama, mas parecia querer a coroa até  pouco.Insuportável.Me envergonho das lágrimas derramadas por covardia."El mundo no hablá por los cobardes".Ouvi na novela.Fiz uma pausa.A moda da casa é o facebook, paciência, ensino.Jantei gelatina.Só pra enfatizar o sabor insosso da semana.Vou pedir uma pizza.É pré-carnaval, vou me fantasiar de "Black Swan", ser Natalie Portman, ganhar o Oscar.Sem drama, chega de drama.Aceito a penumbra, que seja um vale de silício digno de Jobs e Gates, Steve e Bill, nada silencioso e se for, marcha de carnaval, minha gente!
Vou tocar na bateria o ano todo.Bateria de carnaval perde o ritmo.Me indentifico.O importante é não parar por mais que o caminho seja longo.Martha Medeiros insisti em me ganhar.Nem vem.Meu caminho pode ser longo ou curto, quando quiser vou parar.Sentar, dramatizar, chutar a mesa do banquete e ficar com a gelatina.Depois me envergonhar.Rir do dramalhão.Vou ser profissa, valer a renda, ser grata pelo reconhecimento.Exigem, eu exijo.A festa pagã tá ai.Vou afogar defunto morto na redundância e não ressuscitar nada que não seja eu mesma, na quarta cinzenta.Volver deu sorte, a coragem voltou á tempo.É   pré carnaval, minha mãe queria Salvador.Meu irmão vai pro Rio de Janeiro.Meu pai prefere a parte dele em rock.Eu? Prefiro o que vier, não estou em tempo de escolher o molho, e sim de saborear o azedume da decepção, o vermelho tomate da superação.Rimando e tudo.É pré-carnaval, a marchinha tem que rimar, por quatro dias.Eu não.Vou prosear e rimar bonito o ano inteiro.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pouca presença, muito futuro, tanto passado.


Pouca presença, muito futuro, tanto passado.Um inferninho saudoso, mau frequentado, a conversa sobre o que passou.Tarda, mas não falha.O desentendimento futuro.Falha e tarda.Pouca presença, tanto futuro, muito passado.Um sonho bonito, árvores de outono, alguém com quem compartilhar.Há presença, há futuro, e o passado?

Um fragmento.Você escreve por que é de dentro, põe um ponto de interrogação e é o fim.Relê durante a semana.É o fim.Um ano sem escrever, um ponto de interrogação.É só o começo.






quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amplo: amplamente, largura; (adj.) estreito, exíguo, limitado; (sin.) aberto, espaçoso, estenso, extenso, grande, largo, vasto.

Faz tempo, mais de um ano, porém posso ficar tranquila já que a idéia de resumir o ano não me parece viável, não que não tenha sido bom, foi sim, principalmente nos meados e nos finados.Viajei, demorei meses pra voltar mesmo já estando em casa e hoje nos primeiros dias de um novo ano, viajar me trás saudades, é como se um local tivesse cheiro, gosto, um único formato e não uma imensidão deles.Gostaria de ter escrito sobre Toronto antes, sobre Montreal, Quebec, Ottawa, do mesmo jeito que senti angústia e vontade de escrever sobre livros, filmes, artigos do jornal, sobre o que não vi e o que gostaria de ver, mas não me angústiei a ponto de escrever sobre mim novamente, portanto concluo por hora que esse blog deve deixar de ser egocêntrico esse ano, vai ser um blog globalizado.Tá escolhi mal a palavra, mas sabe como é, ler absorve e escrever amplia, absorvi palavras demais e agora não sei como coloca-las, se até o final desse post eu descobrir uma boa definição para o meu blog esse ano, eu dou a luz.
Parei pra me espreguiçar agora, bagunçar os próprios cabelos, movimentos automáticos que eu costumo fazer para pensar melhor e percebi como vai ser dificil evitar falar de mim, quero a idéia de que vai ser um bom exercicio, por que realmente eu falo muito de mim, não por me julgar mais interessante que o aquecimento global, mas por que é fato, falar do que você vivencia e de certo modo conhece é bem mais fácil do que comentar algo que você nunca presenciou, se é que possa ser visto, ou que nunca sentiu, se é que possa aguçar os sentidos.
Encontrei uma palavra para definir o que vou experimentar por aqui esse ano, será o titulo do texto, com sua própria definição segundo o dicionário.Tá ai algo que eu gosto, ler dicionário, é cretino eu sei, mas gosto da maneira como eles definem as palavras, apresentam seus sinonimos, acho genial, por mais que talvez não seja.Outra possibilidade, é colocar a trilha sonora no final da postagem, é piegas, mas algumas músicas me inspiram e outras muito pelo contrário.Terminarei com um até breve, estou lendo Para Francisco, Cristiana Guerra, sinto que não vou resistir a prosear por aqui quando terminar.Portanto, sem egocentrismo e que seja um ano amplo, e com todas as próprias definições da palavra.















Imagem representativa: tirada de um quadro no Canadian Museum of Civilization em Ottawa.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A sétima arte durante a minha semana.


Engraçado, assisti muitos filmes essa semana na TV a cabo (alias, Deus a abençoe, mais uma vez!), sabe como é, a faculdade vai começar e eu estou sentindo que eu não vou ter tempo nem pra ver o comercial do horário nobre, que só dura trinta segundos e provavelmente custa uma fortuna.Vi Clube da Luta, me lembrei que continuo não gostando do final, não vi Entrevista com o Vampiro e quase chorei por isso, assisti pedaços de outros filmes desconhecidos e é claro, Edward Mãos de Tesoura também esteve no roteiro de filmes da semana, tinha esquecido como esse filme é bizarro e o Johnny Deep mais bizarro ainda.
Fui no cinema também.Cai em prantos assistindo Marley e Eu, não costumo gostar de filmes com cachorros, tipo Beethoven, Beethoven O Retorno, Beethoven o Super Cão, nada contra quem gosta, mas o cachorro é sempre um quase Super Herói, salva as criancinhas, morde o bandido, descobre um tesouro, só não é alérgico a Kriptonita, que eu me lembre, mas tirando isso, suas quatro patas e um rabo, são todos basicamente, Super-Homens.O Marley não é bem assim, quer dizer, ele não é nada heróico, é o cachorro do Apocalipse, destrói tudo, come até paredes, mata seus donos de vergonha e rende até uma coluna semanal no jornal, porém apesar de toda sua destruição em massa, ama incondicionalmente seus donos, sua família.Não sei explicar o que senti vendo esse filme, não sou critica de cinema, não entendo de fotografia, mas sei quando um filme retém amor. Achei que ia sair da sala de cinema e só eu, chorona que sou, ia estar me debulhando em lágrimas, porém me deparei com pessoas com olhos vermelhos e nariz escorrendo, todas correndo pro banheiro.Não saciada a minha vontade por bons filmes, fui ontem assistir “O Curioso Caso de Benjamin Button.”, com a minha mãe, que quase esmagou minha mão quando viu o Brad Pit de meia idade, numa motoca, cabelos ala Elvis e Haiban, todo no puro estilo bad boy, de verdade achei que ela ia esmigalhar minha mão, meu pai foi também mas acho que ele não acha o Brad Pit bonitão não.O filme é longo, mas o tempo é imperceptível, me lembrou Forest Gump, uma história de encontros e desencontros de personagens tão simples que chegam a ser tocantes, trechos de fatos da história americana, frases óbvias porém sábias, toda a vida de alguém que está vivendo o tempo ao avesso.
Temos a mania de sempre achar, que pra nós tudo está ao contrário, que o destino luta contra a nossa vontade, eu mesma, tenho essa mania e mostro claramente ela nos meus posts.Esse filme me ensinou, que o destino não luta contra nós, nem o tempo, nós que desperdiçamos nossas energias com pequenas coisas.Não vemos um nascer do sol, não realizamos ao menos um sonho, remoemos nossas dores, que na verdade deveriam ser deixadas pra trás.Se nascêssemos com oitenta e poucos anos, e morrêssemos como um bebê sem memória da própria vida, talvez chegássemos aos 18 com toda sabedoria de um homem que já viveu boa parte da vida, pra saber que muitas das nossas dores de agora, são pequenas perto do que ainda nós espera.Não somos tão fortes como pensamos, não sabemos de nada e agora quase estou caindo na tentação de concordar com o meu pai quando ele diz que realmente eu não sou a sabe-tudo.Sou na verdade a sabe pouco, ou quase nada.
Ainda tenho muito pela frente, não sou Benjamin Button, tenho realmente recém completados dezenove anos, pode acreditar que eu vou envelhecer. Hoje foi difícil dormir, acordei no meio da noite, rolei na cama, tive insônia, a maior conseqüência dos medos e dores de uma menina meio mulher. Meu sono sofre, eu sofro, por que não sou sábia o bastante pra saber que dores piores virão.Não sei se gostaria de viver minha vida ao contrário, mas gostaria muito de ser sábia o suficiente pra me convencer de que o que eu sinto agora vai passar, que não preciso ter medo da faculdade, que devo sim viajar, que um dia eu vou dirigir tão bem quanto deveria, que aquele cara realmente não serve pra mim, que meus pais me amam sim, sempre.Se eu fosse Benjamin Button, também escreveria um diário, gostaria que minha história virasse um filme, pra que todos aqueles que estão com sua vida cronológica nos conformes compreendessem o valor da juventude, o poder da meia idade e toda sabedoria que a velhice representa.Assistam esse filme, por favor.Deixem suas mães esmigalharem sua mão por causa do Brad Pit, agüentem o pranto descontrolado da mulher do seu lado, chore também se sentir vontade, espero que você também saia da sala do cinema compreendendo melhor a vida, ou com a certeza que você realmente não sabe nada que vai precisar de muita força ainda.Nascer e envelhecer, envelhecer e nascer, não importa a ordem, vai ser um mártire, uma constante luta, uma vida resumida em seus melhores momentos, como numa retrospectiva.


sábado, 10 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo, Parabéns pra mim...

Eu poderia vir aqui no blog, alguns dias atrás e digitar minhas palavras prósperas de ano novo, desejar que tudo mudasse, não que eu não quisesse, aos que desejam mudanças, que tudo mude pra melhor, que o ano novo seja simplesmente novo com a redundância da frase e tudo mais, mas eu mesma dessa vez não estava afim.
Meu ano foi um ano de poeta. Li livros estonteantes, trabalhei pra pagar minha bebida e meus luxos, vi filmes bons, filmes ruins, descobri um protótipo de amor dentro de mim e acabei com ele como se deve, e comecei de novo logo nesses primeiros dias do ano, tudo como não se deve em um ano devidamente novo.Tudo às avessas pra que eu posso revirar conforme os dias e meses se desarranjam.Nunca fui boa com ordem cronológica das coisas, só fui quando nasci e serei quando morrer, isso sim no seu devido tempo, para o resto eu não tenho tempo, tenho momento.Fazer o que?
Os meses, eu os conto, pra que tudo não vire uma anarquia total, mas eles passam tão rápido que às vezes, me perco.
A verdade é que nesse ano, eu vou ter que tratar de me ajeitar, a faculdade vai começar, meu aniversário está chegando, alias acho que eu sempre pensei que minha vida anual, na verdade começava depois dele, no décimo primeiro dia do ano, á quase dezenove anos, cá estava eu. Tem aquela primeira estrofe do "Poema de sete faces", do Drummond, “Quando nasci, um anjo torto; desses que vivem na sombradisse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida”.Imagino que se fosse ao meu respeito seria; “Quando nasci, um anjo gauche; desses que vivem na sombradisse: Vai, Paula! Ser torta na vida”.Ao contrario mesmo, meu anjo gauche, acanhado, eu sorrindo um sorriso aberto, de gente que vai ser torta no mundo mesmo, pra quem sabe a vida de alguém ou a própria, endireitar.
Sabe, estou aqui digitando essas palavras no meu teclado duro, eu preciso de um novo e quem sabe o Senhor Ano Novo, primo próximo do Papai Noel, não me arranja um nesse 2009 que se inicia.Quem sabe ele não me arranja uma viagem, um carro, algum dinheiro...Ta ai o problema social! Ninguém arranja nada, pular sete ondas não é macumba de galinha preta, o problema do ritual do ano novo é a falsa esperança que ele gera nas pessoas.Todo dia é dia de mudar! Uma das coisas que eu me orgulho da minha pessoa torta é isso, eu mudo no dia 31 de dezembro, ou no dia quatro de maio numa tarde chuvosa nada significante, sem ondinha, sem Chandon, sem abraços e ligações de ano novo.Mudar sem uma data especial não é problema, é a solução, não marque o dia da mudança, não se cobre, nem se prometa nada pro ano que se inicia, peça pra que venha tudo como tiver que ser, peça força e vontade para que se preciso mudar, você saia da mesmice à ponta pé, mas saia.
E é isso que eu desejo para esse ano, que tudo mude, mas que pelo amor de Deus, não saia totalmente do lugar, não quero uma revira volta na minha vida, estou ciente que a mudança está ai, posso sentir sua presença, mas estou saindo de um ano boêmio, como eu disse, um ano digno de poeta, não me cobrem pulsos firmes, mãos de ferro.Digo com firmeza apenas que estou preparada, pro que vier, mas ao decorrer do que talvez aconteça, esse blog vai ficar cheio de post sem nexo, e malucos, á começar por esse.Então venha 2009, venha no dia 31 do último mês ou em 13 de junho, estou aqui, não prometo aquelas piegas mudanças, mas aceito o que você propor a me cobrar...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain; A sensibilidade de uma garota que recuperou a própria vida devolvendo a vida aos outros.

Não me pergunte por que eu escrevo sobre tudo que eu leio ou assisto.Na verdade não é sobre tudo que eu redijo as minhas letrinhas nesse blog, é bem assim...Eu termino de ler o livro ou assistir um filme, fico cinco minutos atônita e corro pra escrever algo no Word.Claro, quando realmente me toca.Louca, louca! Pode dizer! Hoje eu estou feliz, mas acho que se a felicidade for decorrência de outro ser, talvez ela não dure mais do que o tempo que ultimamente têm durado minhas boas ilusões.Ás vezes eu ando sorrindo sem nem perceber, voando em nuvens, estou encantada e parece que todo o mundo percebeu, as pessoas na rua que eu vejo diariamente, até mesmo as que eu apenas comprimento já perceberam, posso ouvir o sussurro do pensamento deles...”Ela está diferente, algo mexeu com ela”.Desculpe clube das mulheres fortes e que se decepcionaram amargamente com um cafajeste e decidiram nunca mais se apaixonarem, é um titulo meio grande, mas pra mim sempre foi esse o titulo, eu já fui membro desse clube e acho que estou me desvencilhando dele, é queridas, acho que estou partindo.Eu ACHO, disse bem.Uma vez durona, sempre durona! E á quem eu estou querendo enganar heim?
Toda essa inspiração veio do Fabuloso destino de Amelie Poulain e amanhã provavelmente eu me arrependerei de ter assumido meus olhinhos brilhantes nesse Blog, mas como eu disse, não consigo ficar calada quando alguma coisa me toca e tudo tem me tocado ultimamente.Tá! Voltemos para Amelie Poulain, o filme é como comer um bolo de chocolate que acabou de sair do forno, captou a sensação? É reservado para pessoas sensíveis, é claro, não adianta qualquer guloso ou faminto por bolo de chocolate comer, digo assistir.Tem que ser alguém que aprecie pedaço por pedaço e que tenha do lado uma xícara de café quente do lado, só pra sentir o amargo de cada gole, afinal as pessoas sensíveis sabem ir do doce ao amargo, os gulosos e famintos, não! Um fabuloso destino, que não tinha nada pra ser fabuloso, porém tem pessoas que só de olhar você sabe que terão seus grandes momentos, todos temos, uns mais outros menos, Amelie tinha aquela cara dos que teriam muitos, mas não sabia disso, portanto resolveu melhorar a vida das pessoas ao seu lado, de forma criativa e sutil, como pra mim as boas coisas devem ser.Aqui na caixinha do filme diz...”Já foi visto por mais de 17 milhões de pessoas em todo mundo!”, Obrigado Meu Deus! Eu espero que todos esses milhões tenham encontrado suas Amelie Poulain´s em si ou em alguém.Eu encontrei a minha, não vê? Estou sonhando novamente, sorrindo sem perceber, voando em nuvens, encantada e agora que todo mundo vai perceber mesmo que o meu lado Amélia Poulain está desaflorando novamente...e que fique Amelie, por muito tempo!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os sofrimentos do tal jovem Werther...sabe?

Sempre me perguntei o que talvez poderia levar alguém ao suicídio.Não! Não é último post de uma suicida, mas confesso que o livro “Os sofrimentos do jovem Werther.”, deu uma balançada nos meus conceitos sobre dar cabo da própria vida, partir dessa pra uma melhor, ou não tão melhor assim, porém não sou exatamente romântica rica da época de Goethe, não posso me dar ao privilégio do suicídio como fizeram muitos após lerem esse livro, pelo menos não agora, as vésperas do Vestibular e dos meus 19 anos, mas isso é outro assunto.Na minha opinião você tem que estar com um espírito acolhedor para compreeder o jovem Werther, ele é em muitos momentos totalmente brilhante e em outros muitos completamente desvairado. "Oh, aí estais vós, os razoáveis! Paixão! Embriaguez! Demência! E permaneceis tão impassíveis, tão indiferentes, vós, os homens morais! Censurais o bêbado, detestais o insensato. Mais de uma vez me embebedei, minhas paixões nunca estiveram longe da demência, e não me arrependi de nenhuma das coisas que fiz, pois graças a elas pude compreender, por experiência própria, como todos os homens extraordinários que levaram a cabo alguma coisa grande, alguma coisa reputada impossível, desde sempre foram declarados ébrios e dementes...Mas também na vida cotidiana resulta algo intolerável ouvir todo mundo gritar, sempre que alguém pratica um ato um tantinho mais livre, honrado, inesperado: ' Aquele homem está bêbado, está louco!' Tende vergonha na cara, vós, os pacatos! Tende vergonha na cara, vós, os discretos!" Foi uma das melhores citações dele no livro, onde ele crítica o conformismo, os que julgam os bêbados e insanos.Tá! Eu sou um pouco Werther e ele tomou minhas dores nesse trecho, por isso o transcrevi.
Posso dizer que infelizmente, o que menos mexeu comigo no livro foi o amor dele pela Carlota, toda paixão das palavras de Werther fosse qual fosse o assunto, eram derivadas do sentimento que ele tinha por ela.Ele ia de um extremo á outro sobre qualquer assunto e tinha um grande amor pela vida antes desse sentimento tomar conta dele mesmo, por tanto confesso que preferia o Werther vivo, e sem Carlota, me atirem pedras os fãs do romance, mas o homem era brilhante porra! Por que morrer por alguém que, aos meus olhos, parecia tão sem graça, quem quiser gostar da Carlota, idolatra-la, pode fazer isso a vontade, pra mim ela era morna demais.Porém como todos sabemos, o que seria dos insanos sem alguém sóbrio pra guia-los.
Não tenho conhecimentos literários, é o primeiro livro do Goethe que leio, essa é a opinião de uma pessoa vulgar, que se dedicou ao livro por um tempo.Para mim, o que levou Werther ao fim, foi acima de tudo sua paixão pela vida que ele transfiriu a figura de Carlota, ela se mostrou por muito tempo indiferente, consumindo a essência de Werther, que se viu desgostoso, sem sentir prazer em nada que não fosse ela, por idealiza-la demais.Faltou luta por parte dele, faltou sanidade, mas o que não faltou foi paixão, fosse por Carlota, fosse por qualquer criatura viva ou morta, Werther era só coração e sem coração ele nada podia ser.Por essas e por outras, m perdoem, mas sou mais o jovem Werther sem sua Carlota.Faltam Werther nesse mundo, concerteza ele veria nos dias atúais mais motivos para descrença na vida e não encontraria tantas Carlotas puritanas facilmente.Uma versão moderna de " Os sofrimentos do jovem Werther." seria muito bem vinda, como disse minha amiga, ele seria Emo, ouviria Jimmy Eat World, frequentaria assiduamente a rua Augusta, tomaria vodka e iria dirigir um New Beatle, eu mesma seria amiga dele, trocariamos idéias pelo MSN, ou nos bares por ai, só não poderia ser, nem de longe, a sua Carlota, aliás, não conheço ninguém que possa ser.É Werther! Pode voltar, mas saiba que se você quiser sua Carlota vai ter que procurar por uma senhora de sessenta anos, ou por uma beata, as mocinhas do sécula vinte e um são demasiadamente promiscuas, claro que com toda elegância e descrição da palavra!