Não me pergunte por que eu escrevo sobre tudo que eu leio ou assisto.Na verdade não é sobre tudo que eu redijo as minhas letrinhas nesse blog, é bem assim...Eu termino de ler o livro ou assistir um filme, fico cinco minutos atônita e corro pra escrever algo no Word.Claro, quando realmente me toca.Louca, louca! Pode dizer! Hoje eu estou feliz, mas acho que se a felicidade for decorrência de outro ser, talvez ela não dure mais do que o tempo que ultimamente têm durado minhas boas ilusões.Ás vezes eu ando sorrindo sem nem perceber, voando em nuvens, estou encantada e parece que todo o mundo percebeu, as pessoas na rua que eu vejo diariamente, até mesmo as que eu apenas comprimento já perceberam, posso ouvir o sussurro do pensamento deles...”Ela está diferente, algo mexeu com ela”.Desculpe clube das mulheres fortes e que se decepcionaram amargamente com um cafajeste e decidiram nunca mais se apaixonarem, é um titulo meio grande, mas pra mim sempre foi esse o titulo, eu já fui membro desse clube e acho que estou me desvencilhando dele, é queridas, acho que estou partindo.Eu ACHO, disse bem.Uma vez durona, sempre durona! E á quem eu estou querendo enganar heim?
Toda essa inspiração veio do Fabuloso destino de Amelie Poulain e amanhã provavelmente eu me arrependerei de ter assumido meus olhinhos brilhantes nesse Blog, mas como eu disse, não consigo ficar calada quando alguma coisa me toca e tudo tem me tocado ultimamente.Tá! Voltemos para Amelie Poulain, o filme é como comer um bolo de chocolate que acabou de sair do forno, captou a sensação? É reservado para pessoas sensíveis, é claro, não adianta qualquer guloso ou faminto por bolo de chocolate comer, digo assistir.Tem que ser alguém que aprecie pedaço por pedaço e que tenha do lado uma xícara de café quente do lado, só pra sentir o amargo de cada gole, afinal as pessoas sensíveis sabem ir do doce ao amargo, os gulosos e famintos, não! Um fabuloso destino, que não tinha nada pra ser fabuloso, porém tem pessoas que só de olhar você sabe que terão seus grandes momentos, todos temos, uns mais outros menos, Amelie tinha aquela cara dos que teriam muitos, mas não sabia disso, portanto resolveu melhorar a vida das pessoas ao seu lado, de forma criativa e sutil, como pra mim as boas coisas devem ser.Aqui na caixinha do filme diz...”Já foi visto por mais de 17 milhões de pessoas em todo mundo!”, Obrigado Meu Deus! Eu espero que todos esses milhões tenham encontrado suas Amelie Poulain´s em si ou em alguém.Eu encontrei a minha, não vê? Estou sonhando novamente, sorrindo sem perceber, voando em nuvens, encantada e agora que todo mundo vai perceber mesmo que o meu lado Amélia Poulain está desaflorando novamente...e que fique Amelie, por muito tempo!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Os sofrimentos do tal jovem Werther...sabe?
Sempre me perguntei o que talvez poderia levar alguém ao suicídio.Não! Não é último post de uma suicida, mas confesso que o livro “Os sofrimentos do jovem Werther.”, deu uma balançada nos meus conceitos sobre dar cabo da própria vida, partir dessa pra uma melhor, ou não tão melhor assim, porém não sou exatamente romântica rica da época de Goethe, não posso me dar ao privilégio do suicídio como fizeram muitos após lerem esse livro, pelo menos não agora, as vésperas do Vestibular e dos meus 19 anos, mas isso é outro assunto.Na minha opinião você tem que estar com um espírito acolhedor para compreeder o jovem Werther, ele é em muitos momentos totalmente brilhante e em outros muitos completamente desvairado. "Oh, aí estais vós, os razoáveis! Paixão! Embriaguez! Demência! E permaneceis tão impassíveis, tão indiferentes, vós, os homens morais! Censurais o bêbado, detestais o insensato. Mais de uma vez me embebedei, minhas paixões nunca estiveram longe da demência, e não me arrependi de nenhuma das coisas que fiz, pois graças a elas pude compreender, por experiência própria, como todos os homens extraordinários que levaram a cabo alguma coisa grande, alguma coisa reputada impossível, desde sempre foram declarados ébrios e dementes...Mas também na vida cotidiana resulta algo intolerável ouvir todo mundo gritar, sempre que alguém pratica um ato um tantinho mais livre, honrado, inesperado: ' Aquele homem está bêbado, está louco!' Tende vergonha na cara, vós, os pacatos! Tende vergonha na cara, vós, os discretos!" Foi uma das melhores citações dele no livro, onde ele crítica o conformismo, os que julgam os bêbados e insanos.Tá! Eu sou um pouco Werther e ele tomou minhas dores nesse trecho, por isso o transcrevi.
Posso dizer que infelizmente, o que menos mexeu comigo no livro foi o amor dele pela Carlota, toda paixão das palavras de Werther fosse qual fosse o assunto, eram derivadas do sentimento que ele tinha por ela.Ele ia de um extremo á outro sobre qualquer assunto e tinha um grande amor pela vida antes desse sentimento tomar conta dele mesmo, por tanto confesso que preferia o Werther vivo, e sem Carlota, me atirem pedras os fãs do romance, mas o homem era brilhante porra! Por que morrer por alguém que, aos meus olhos, parecia tão sem graça, quem quiser gostar da Carlota, idolatra-la, pode fazer isso a vontade, pra mim ela era morna demais.Porém como todos sabemos, o que seria dos insanos sem alguém sóbrio pra guia-los.
Não tenho conhecimentos literários, é o primeiro livro do Goethe que leio, essa é a opinião de uma pessoa vulgar, que se dedicou ao livro por um tempo.Para mim, o que levou Werther ao fim, foi acima de tudo sua paixão pela vida que ele transfiriu a figura de Carlota, ela se mostrou por muito tempo indiferente, consumindo a essência de Werther, que se viu desgostoso, sem sentir prazer em nada que não fosse ela, por idealiza-la demais.Faltou luta por parte dele, faltou sanidade, mas o que não faltou foi paixão, fosse por Carlota, fosse por qualquer criatura viva ou morta, Werther era só coração e sem coração ele nada podia ser.Por essas e por outras, m perdoem, mas sou mais o jovem Werther sem sua Carlota.Faltam Werther nesse mundo, concerteza ele veria nos dias atúais mais motivos para descrença na vida e não encontraria tantas Carlotas puritanas facilmente.Uma versão moderna de " Os sofrimentos do jovem Werther." seria muito bem vinda, como disse minha amiga, ele seria Emo, ouviria Jimmy Eat World, frequentaria assiduamente a rua Augusta, tomaria vodka e iria dirigir um New Beatle, eu mesma seria amiga dele, trocariamos idéias pelo MSN, ou nos bares por ai, só não poderia ser, nem de longe, a sua Carlota, aliás, não conheço ninguém que possa ser.É Werther! Pode voltar, mas saiba que se você quiser sua Carlota vai ter que procurar por uma senhora de sessenta anos, ou por uma beata, as mocinhas do sécula vinte e um são demasiadamente promiscuas, claro que com toda elegância e descrição da palavra!
Posso dizer que infelizmente, o que menos mexeu comigo no livro foi o amor dele pela Carlota, toda paixão das palavras de Werther fosse qual fosse o assunto, eram derivadas do sentimento que ele tinha por ela.Ele ia de um extremo á outro sobre qualquer assunto e tinha um grande amor pela vida antes desse sentimento tomar conta dele mesmo, por tanto confesso que preferia o Werther vivo, e sem Carlota, me atirem pedras os fãs do romance, mas o homem era brilhante porra! Por que morrer por alguém que, aos meus olhos, parecia tão sem graça, quem quiser gostar da Carlota, idolatra-la, pode fazer isso a vontade, pra mim ela era morna demais.Porém como todos sabemos, o que seria dos insanos sem alguém sóbrio pra guia-los.
Não tenho conhecimentos literários, é o primeiro livro do Goethe que leio, essa é a opinião de uma pessoa vulgar, que se dedicou ao livro por um tempo.Para mim, o que levou Werther ao fim, foi acima de tudo sua paixão pela vida que ele transfiriu a figura de Carlota, ela se mostrou por muito tempo indiferente, consumindo a essência de Werther, que se viu desgostoso, sem sentir prazer em nada que não fosse ela, por idealiza-la demais.Faltou luta por parte dele, faltou sanidade, mas o que não faltou foi paixão, fosse por Carlota, fosse por qualquer criatura viva ou morta, Werther era só coração e sem coração ele nada podia ser.Por essas e por outras, m perdoem, mas sou mais o jovem Werther sem sua Carlota.Faltam Werther nesse mundo, concerteza ele veria nos dias atúais mais motivos para descrença na vida e não encontraria tantas Carlotas puritanas facilmente.Uma versão moderna de " Os sofrimentos do jovem Werther." seria muito bem vinda, como disse minha amiga, ele seria Emo, ouviria Jimmy Eat World, frequentaria assiduamente a rua Augusta, tomaria vodka e iria dirigir um New Beatle, eu mesma seria amiga dele, trocariamos idéias pelo MSN, ou nos bares por ai, só não poderia ser, nem de longe, a sua Carlota, aliás, não conheço ninguém que possa ser.É Werther! Pode voltar, mas saiba que se você quiser sua Carlota vai ter que procurar por uma senhora de sessenta anos, ou por uma beata, as mocinhas do sécula vinte e um são demasiadamente promiscuas, claro que com toda elegância e descrição da palavra!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Por todo esse tempo que eu fingi não sentir sua falta.Posso parecer romântica, como nunca fui, com você eu podia ser o que eu quisesse.Você não sabe o quanto eu procurei estrelas em noites nubladas, procurei você e não encontrei, afinal nem eu sabia o que estava querendo encontrar.Se me visse agora, talvez nem me reconhecesse, ganhei uns quilos, não muitos, porém mais do que o suficiente pra você não me chamar mais de magrela, perdi a vergonha, adquiri vícios e me livrei do que lembrava você em mim mesma, quase não sobrou nada.
Estranho é me ver às vezes falando sozinha, conversando comigo mesma, ou te contando sobre o que tem acontecido, imaginando o que você iria me dizer, queria de verdade que dissesse alguma coisa.Não vou mentir, segui muitas vezes seus conselhos imaginários, e ainda pensei “Ele ia ficar orgulhoso de mim.”, que doce devaneio! Chega a ser engraçado, pra mim num parece triste, levo com bom humor, você me ensinou assim.
Agora penso em você e ainda acho que vai ser como antes, alguém amanhã mesmo vai me dizer que você perguntou por mim, a minha resposta seria a mesma de sempre...”Diga que morri!”, depois vou sorrir por dentro, e esperar pela sua ligação.E ainda têm quem não acredite em sintonia.Eu acredito, mas não tenho noticias suas á muito tempo e a verdade é que também não quero ter.To bem, juro! Eu me cuido agora, não choro por noites seguidas, não confio em quase ninguém, aprendi a beber, a dirigir, continuo sorrindo pra crianças, cachorros e mendigos, ainda sou o desastre em uma pessoa de pouco mais de um metro e meio, tenho até alargadores, as unhas ainda são sempre vermelhas,o perfume ainda é doce a voz nem tanto, agora eu grito quando é necessário, eu não me calo mais, afinal você não pode mais comprar nenhuma briga por mim, me proteger até de mim mesma.Desisti da faculdade de jornalismo, agora parece até que ouvi você dizer, “Por que Pa?” num tom meio indignado e pra você eu fico sem respostas, por que a desculpa da falta de mercado de trabalho vai te decepcionar, pra você eu podia ser o que eu quisesse, era teimosa demais pra desistir, lembra?É, mas vou te contar, depois que eu desisti de você comecei a abrir mão, a jogar a toalha, a deixar tudo acontecer como Deus quiser, quem diria, não?Ah! Apaguei seu número do meu celular, não quero correr o risco de te ligar nos momentos difíceis, por que eles têm sido muitos.Olha, você pode se casar amanhã se quiser, posso dizer isso na sua cara sem gaguejar, mas eu quero um abraço seu, como eu quero...Quero por uns segundos lembrar que já fui longe, mesmo estando em um só lugar do seu lado.E enfim, á quem disse “Ela nunca vai esquecer ele.”, eu digo, vocês venceram, estão certos! Mas eu venci primeiro, quem aceita a perda, convive com ela sem fraquejar, já é dono da vitória.E nós ganhamos, te perdi, você me perdeu, mas nós ganhamos.
Estranho é me ver às vezes falando sozinha, conversando comigo mesma, ou te contando sobre o que tem acontecido, imaginando o que você iria me dizer, queria de verdade que dissesse alguma coisa.Não vou mentir, segui muitas vezes seus conselhos imaginários, e ainda pensei “Ele ia ficar orgulhoso de mim.”, que doce devaneio! Chega a ser engraçado, pra mim num parece triste, levo com bom humor, você me ensinou assim.
Agora penso em você e ainda acho que vai ser como antes, alguém amanhã mesmo vai me dizer que você perguntou por mim, a minha resposta seria a mesma de sempre...”Diga que morri!”, depois vou sorrir por dentro, e esperar pela sua ligação.E ainda têm quem não acredite em sintonia.Eu acredito, mas não tenho noticias suas á muito tempo e a verdade é que também não quero ter.To bem, juro! Eu me cuido agora, não choro por noites seguidas, não confio em quase ninguém, aprendi a beber, a dirigir, continuo sorrindo pra crianças, cachorros e mendigos, ainda sou o desastre em uma pessoa de pouco mais de um metro e meio, tenho até alargadores, as unhas ainda são sempre vermelhas,o perfume ainda é doce a voz nem tanto, agora eu grito quando é necessário, eu não me calo mais, afinal você não pode mais comprar nenhuma briga por mim, me proteger até de mim mesma.Desisti da faculdade de jornalismo, agora parece até que ouvi você dizer, “Por que Pa?” num tom meio indignado e pra você eu fico sem respostas, por que a desculpa da falta de mercado de trabalho vai te decepcionar, pra você eu podia ser o que eu quisesse, era teimosa demais pra desistir, lembra?É, mas vou te contar, depois que eu desisti de você comecei a abrir mão, a jogar a toalha, a deixar tudo acontecer como Deus quiser, quem diria, não?Ah! Apaguei seu número do meu celular, não quero correr o risco de te ligar nos momentos difíceis, por que eles têm sido muitos.Olha, você pode se casar amanhã se quiser, posso dizer isso na sua cara sem gaguejar, mas eu quero um abraço seu, como eu quero...Quero por uns segundos lembrar que já fui longe, mesmo estando em um só lugar do seu lado.E enfim, á quem disse “Ela nunca vai esquecer ele.”, eu digo, vocês venceram, estão certos! Mas eu venci primeiro, quem aceita a perda, convive com ela sem fraquejar, já é dono da vitória.E nós ganhamos, te perdi, você me perdeu, mas nós ganhamos.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
mudança:noun feminine; modificação do estado de algo.

Você acredita em mudanças? Quer dizer, o tempo muda, o mundo muda, sentimentos mudam, mas e as pessoas, mudam? Alguns dizem que não, outros acreditam piamente que sim, que elas mudam de verdade, não é só um disfarce para se enquadrar na sociedade. É claro que, como pra tudo nesse mundo, existem os extremos, é difícil pensar que um pastor de uma igreja evangélica acredita realmente na mudança de um criminoso em um cidadão, de um alcoólatra numa pessoa sã, pois é, os homens que pregam a fé acreditam nessas mudanças, porém como já disse, esses são os extremos, mudanças drásticas de comportamento, vícios, e caráter desvirtuoso, pra mim são, praticamente, mutações genéticas, ou seja... Quase impossíveis, quase por que na TV é no filme X-Men, nada é impossível e os mutantes existem.
Acredito em mudanças, porém não acredito que sejam realmente mudanças.Ta! Esse é o ponto! Vou explicar do melhor jeito possível e mostrarei exemplos concretos, tudo de um jeito que vai te deixar muito mais confuso e talvez você continue acreditando em ex-gays, ex-assassinos e afins...
Não se confundam, por que eu estou tentando não me confundir! Não perdi a fé nas pessoas, se tivesse perdido não estaria aqui escrevendo sobre esse assunto complicado.Tudo começou numa tarde de verão...Mentira! Tudo começou não me lembro quando, não me lembro quando esse pensamento me surgiu, mas acredito que começou quando eu comprei o livro Laranja Mecânica do Anthony Burgess na Bienal do livro, sabe como é, você ouve falar do filme que foi baseado nesse livro, que é chocante e violento e se depara com o livro antes de ver o filme (obrigado, insensato destino por me fazer encontrar o livro antes!), começa a ler, pensando em atrocidades, criminosos juvenis, tudo num futuro bem distante, o futuro distante realmente existe, mas é quase imperceptível, talvez por que o livro foi escrito em 1962 e talvez o futuro a que Burgess se refere, seja o nosso presente, as atrocidades também estão presentes a todo o momento, os criminosos juvenis são uns amores e totalmente cruéis, mas no fundo que jovem não tem uma crueldade dentro de si? Eu tenho viu! Posso ser bem ruinzinha ás vezes, mas pela moralidade não sou, a diferença é que o Alex (protagonista, e narrador do livro.), era ruinzinho, e imoral, não por não respeitar o conceito de moral e ética, mas por simplesmente ignora-lo, como se não existisse mesmo.Alex sofre, como todos nós sofremos com as conseqüências dos nossos atos, e a partir dos sofrimentos nos permitimos supostas mudanças de conduta, ele não se permite, não de imediato, volta à vida desvirtuada e uma noite simplesmente, amadurece, tem a sensação de aquilo não satisfaz mais, não preenche nem tem sentido, exatamente como quando uma criança passa a não gostar mais de brinquedos infantis.
É nesse ponto que eu quero chegar, já disse que não creio em mudanças drásticas, mas acredito na ordem natural das coisas, ou seja, no amadurecimento, requer uma paciência de monge tibetano, e muitas vezes você deixa de acreditar no amadurecimento das pessoas, mas o pior é, classificarem um processo natural como uma mudança surpreendente.
Não menosprezo pessoas que se livram de vícios de conduta, mas ninguém muda de personalidade aos 30 anos de idade.Entendo que essas pequenas mudanças na verdade são fases, você enfrenta situações que te levam a uma conduta diferente, mas a sua essência é sempre a mesma.Esse papo de essência é meio místico, sei bem disso.Tenho escutado bastante “Paula, você está diferente”, ás vezes num tom contente, outras num tom de espanto, depende do autor da frase.E eu simplesmente escutava a frase, mas não parava pra pensar na mudança, talvez por que ela ainda estava acontecendo.Depois do livro e de ouvir mais algumas vezes esses comentários resolvi buscar a causa da minha mudança pra entender o que leva á todos em algum momento da vida, mudarem.
Olha, pode ser qualquer coisa, qualquer uma mesmo.Foi o que eu conclui, o motivo num é tão importante, por que pode ser banal de verdade, se a causa for você ter pisado no cocô e ter passado o dia inteiro com aquele cheiro desagradável no sapato, ou se foi por que seu namorado te largou, não vai fazer diferença, você vai mudar, não por que você quer, mas por que sua natureza vai exigir isso sem você perceber, algumas coisas vão acabar perdendo o sentido.Você não vai mais ver sentido em cortar caminho pro trabalho passando por aquela rua cheia de coco de cachorro não por que tem medo do cocô, mas por que não quer se sujar mais, mesmo que isso custe a você uns minutos a mais de caminhada.Isso foi uma metáfora, se você não gosta de metáfora, eu vou usar o exemplo do Alex de novo, ele amadureceu, parou de arruaça, não por ter medo de ser preso, mas por ter cansado daquilo tudo, você cansa de pisar na merda, por que fede.Amadurecer acontece pra alguns numa tarde de sábado aos 18 anos, pra outros acontece depois dos 30 numa delegacia, a diferença que pesa é quando a maturidade vai resolver dar o ar da graça na sua vida, quanto antes melhor, ou não, vou confessar que ser maduro ás vezes dá trabalho, ainda tenho aquela vontade de sair pisando na merda e feder mesmo, mas por pouco tempo, ser fedido incomoda a sociedade, que vai te olhar torto, e quando você é supostamente maduro, não agüenta o próprio fedor de ter feito algo errado...
Acredito em mudanças, porém não acredito que sejam realmente mudanças.Ta! Esse é o ponto! Vou explicar do melhor jeito possível e mostrarei exemplos concretos, tudo de um jeito que vai te deixar muito mais confuso e talvez você continue acreditando em ex-gays, ex-assassinos e afins...
Não se confundam, por que eu estou tentando não me confundir! Não perdi a fé nas pessoas, se tivesse perdido não estaria aqui escrevendo sobre esse assunto complicado.Tudo começou numa tarde de verão...Mentira! Tudo começou não me lembro quando, não me lembro quando esse pensamento me surgiu, mas acredito que começou quando eu comprei o livro Laranja Mecânica do Anthony Burgess na Bienal do livro, sabe como é, você ouve falar do filme que foi baseado nesse livro, que é chocante e violento e se depara com o livro antes de ver o filme (obrigado, insensato destino por me fazer encontrar o livro antes!), começa a ler, pensando em atrocidades, criminosos juvenis, tudo num futuro bem distante, o futuro distante realmente existe, mas é quase imperceptível, talvez por que o livro foi escrito em 1962 e talvez o futuro a que Burgess se refere, seja o nosso presente, as atrocidades também estão presentes a todo o momento, os criminosos juvenis são uns amores e totalmente cruéis, mas no fundo que jovem não tem uma crueldade dentro de si? Eu tenho viu! Posso ser bem ruinzinha ás vezes, mas pela moralidade não sou, a diferença é que o Alex (protagonista, e narrador do livro.), era ruinzinho, e imoral, não por não respeitar o conceito de moral e ética, mas por simplesmente ignora-lo, como se não existisse mesmo.Alex sofre, como todos nós sofremos com as conseqüências dos nossos atos, e a partir dos sofrimentos nos permitimos supostas mudanças de conduta, ele não se permite, não de imediato, volta à vida desvirtuada e uma noite simplesmente, amadurece, tem a sensação de aquilo não satisfaz mais, não preenche nem tem sentido, exatamente como quando uma criança passa a não gostar mais de brinquedos infantis.
É nesse ponto que eu quero chegar, já disse que não creio em mudanças drásticas, mas acredito na ordem natural das coisas, ou seja, no amadurecimento, requer uma paciência de monge tibetano, e muitas vezes você deixa de acreditar no amadurecimento das pessoas, mas o pior é, classificarem um processo natural como uma mudança surpreendente.
Não menosprezo pessoas que se livram de vícios de conduta, mas ninguém muda de personalidade aos 30 anos de idade.Entendo que essas pequenas mudanças na verdade são fases, você enfrenta situações que te levam a uma conduta diferente, mas a sua essência é sempre a mesma.Esse papo de essência é meio místico, sei bem disso.Tenho escutado bastante “Paula, você está diferente”, ás vezes num tom contente, outras num tom de espanto, depende do autor da frase.E eu simplesmente escutava a frase, mas não parava pra pensar na mudança, talvez por que ela ainda estava acontecendo.Depois do livro e de ouvir mais algumas vezes esses comentários resolvi buscar a causa da minha mudança pra entender o que leva á todos em algum momento da vida, mudarem.
Olha, pode ser qualquer coisa, qualquer uma mesmo.Foi o que eu conclui, o motivo num é tão importante, por que pode ser banal de verdade, se a causa for você ter pisado no cocô e ter passado o dia inteiro com aquele cheiro desagradável no sapato, ou se foi por que seu namorado te largou, não vai fazer diferença, você vai mudar, não por que você quer, mas por que sua natureza vai exigir isso sem você perceber, algumas coisas vão acabar perdendo o sentido.Você não vai mais ver sentido em cortar caminho pro trabalho passando por aquela rua cheia de coco de cachorro não por que tem medo do cocô, mas por que não quer se sujar mais, mesmo que isso custe a você uns minutos a mais de caminhada.Isso foi uma metáfora, se você não gosta de metáfora, eu vou usar o exemplo do Alex de novo, ele amadureceu, parou de arruaça, não por ter medo de ser preso, mas por ter cansado daquilo tudo, você cansa de pisar na merda, por que fede.Amadurecer acontece pra alguns numa tarde de sábado aos 18 anos, pra outros acontece depois dos 30 numa delegacia, a diferença que pesa é quando a maturidade vai resolver dar o ar da graça na sua vida, quanto antes melhor, ou não, vou confessar que ser maduro ás vezes dá trabalho, ainda tenho aquela vontade de sair pisando na merda e feder mesmo, mas por pouco tempo, ser fedido incomoda a sociedade, que vai te olhar torto, e quando você é supostamente maduro, não agüenta o próprio fedor de ter feito algo errado...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A Menina que Roubava Livros...
Engraçado, agora que li as últimas páginas da história da menina que roubava livros na Alemanha nazista, lembrei de quantas vezes olhei pra esse livro e ele para mim.Confesso, tive receio de começar a ler.Medo de me deparar com corações dilacerados, mortes contestáveis, lágrimas e lamúrias.Porém, depois que decidi começar, o livro me acompanhou por muitos lugares, por muitas noites esteve na minha cabiceira velando meu sono, nas minhas bolsas coloridas e enormes, e principalmente esteve sobre meus olhos atentos.
Não li até o momento nenhuma crítica sobre A Menina que Roubava Livros, a não ser as palavras de uma amiga que insistiu para que eu lesse e que por algumas vezes saciou minha curiosidade sobre os personagens.Por mais que po alguns momentos eu soubesse o que poderia acontecer com cada um deles, eu insisti! Fui até o final, me deparei com corações dilacerados, mortes contestáveis, lágrimas, lamúrias e uma profunda sutileza e sensibilidade que fez todas as junções de palavras do livro valerem a pena.
Não vou dizer, "Leiam esse livro!", vou dizer, "Sintam esse livro!", por que não é uma questão de leitura, e sim de sentido, de tentar ver a Guerra, o mundo e suas mazélas, com os olhos da menina que furtava livros e que tinha sua história narrada pela própria Morte.
Houveram apenas dois livros que me tocaram realmente, um é a história de corações solitários, o outro está do meu lado, ainda posso lembrar de como ele começou...
Ela mesma
As cores
E a roubadora de livros...
p.s: A história de corações solitários a qual me refiro é do livro, O Coração é um Caçador Solitário de Carson McCullers.
Não li até o momento nenhuma crítica sobre A Menina que Roubava Livros, a não ser as palavras de uma amiga que insistiu para que eu lesse e que por algumas vezes saciou minha curiosidade sobre os personagens.Por mais que po alguns momentos eu soubesse o que poderia acontecer com cada um deles, eu insisti! Fui até o final, me deparei com corações dilacerados, mortes contestáveis, lágrimas, lamúrias e uma profunda sutileza e sensibilidade que fez todas as junções de palavras do livro valerem a pena.
Não vou dizer, "Leiam esse livro!", vou dizer, "Sintam esse livro!", por que não é uma questão de leitura, e sim de sentido, de tentar ver a Guerra, o mundo e suas mazélas, com os olhos da menina que furtava livros e que tinha sua história narrada pela própria Morte.
Houveram apenas dois livros que me tocaram realmente, um é a história de corações solitários, o outro está do meu lado, ainda posso lembrar de como ele começou...
Ela mesma
As cores
E a roubadora de livros...
p.s: A história de corações solitários a qual me refiro é do livro, O Coração é um Caçador Solitário de Carson McCullers.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
O intuito de fazer sabe se lá o que, sabe se Deus para que.
Quantas vezes você começou uma atividade desgastante que poderia ser promissora só para simplesmente, " Não ficar no ócio."? Até aqueles que são praticamente aspirantes a funcionários da bolsa de valores e regorgitam a frase: "Não tenho tempo a perder." ou "Tempo é dinheiro." todo o santo dia de suas vidas comprometidas, perderam um segundo por algo que vale a pena ou não, depende do ponto de vista.A questão é, e se você simplesmente não tem ponto de vista? Não sabe se determinada ocupação vai contribuir na sua vida ou se apenas vai te frustrar e te levar a escrever, tentar se justificar sem nenhum sucesso nem conclusão.Quando falo em perder tempo não idealizo um dia no parque, o chá das cinco...nada disso! Falo em perder tempo com o que te traria um possível beneficio em longo prazo se você se dedicasse, se esforçasse ou se NÃO TIVESSE TEMPO A PERDER!Qual o problema de perder tempo? Eu acabei de perder 6 meses da minha vida e aproximadamente 1.140,00 reais, excluindo condução.Porém até mesmo quando você perde, você ganha! Não estou apenas citando um clichê, no meu caso eu não ganhei nada! Somente ressaltei o que eu já sabia: Eu não tenho facilidades matemáticas, senso de direção e afinidade com nada que envolva números, adoro todos os professores de literatura, até quando eles comentam sobre Camões ou sobre algum livro que eu não li a aula toda.Já sei história, pré história, grega e romana, dos bárbaros até os dias atúais (por sinal, na minha opinião, não tem tanta diferença assim entre ambas as épocas.) de trás para frente e de ponta cabeça se necessário.Não me orgulho, auto congratulo, nem aceito minha suposta perda de tempo, mas convivo com ela há algum tempo.Sinceramente, ainda não vi a vantagem em fazer " Sabe se lá o que, sabe se Deus para que..." Portanto, levando bem pro lado pessual, eu não me engano! Perco tempo, aprecio o ócio e degusto o sabor de não fazer nada...
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