
Você acredita em mudanças? Quer dizer, o tempo muda, o mundo muda, sentimentos mudam, mas e as pessoas, mudam? Alguns dizem que não, outros acreditam piamente que sim, que elas mudam de verdade, não é só um disfarce para se enquadrar na sociedade. É claro que, como pra tudo nesse mundo, existem os extremos, é difícil pensar que um pastor de uma igreja evangélica acredita realmente na mudança de um criminoso em um cidadão, de um alcoólatra numa pessoa sã, pois é, os homens que pregam a fé acreditam nessas mudanças, porém como já disse, esses são os extremos, mudanças drásticas de comportamento, vícios, e caráter desvirtuoso, pra mim são, praticamente, mutações genéticas, ou seja... Quase impossíveis, quase por que na TV é no filme X-Men, nada é impossível e os mutantes existem.
Acredito em mudanças, porém não acredito que sejam realmente mudanças.Ta! Esse é o ponto! Vou explicar do melhor jeito possível e mostrarei exemplos concretos, tudo de um jeito que vai te deixar muito mais confuso e talvez você continue acreditando em ex-gays, ex-assassinos e afins...
Não se confundam, por que eu estou tentando não me confundir! Não perdi a fé nas pessoas, se tivesse perdido não estaria aqui escrevendo sobre esse assunto complicado.Tudo começou numa tarde de verão...Mentira! Tudo começou não me lembro quando, não me lembro quando esse pensamento me surgiu, mas acredito que começou quando eu comprei o livro Laranja Mecânica do Anthony Burgess na Bienal do livro, sabe como é, você ouve falar do filme que foi baseado nesse livro, que é chocante e violento e se depara com o livro antes de ver o filme (obrigado, insensato destino por me fazer encontrar o livro antes!), começa a ler, pensando em atrocidades, criminosos juvenis, tudo num futuro bem distante, o futuro distante realmente existe, mas é quase imperceptível, talvez por que o livro foi escrito em 1962 e talvez o futuro a que Burgess se refere, seja o nosso presente, as atrocidades também estão presentes a todo o momento, os criminosos juvenis são uns amores e totalmente cruéis, mas no fundo que jovem não tem uma crueldade dentro de si? Eu tenho viu! Posso ser bem ruinzinha ás vezes, mas pela moralidade não sou, a diferença é que o Alex (protagonista, e narrador do livro.), era ruinzinho, e imoral, não por não respeitar o conceito de moral e ética, mas por simplesmente ignora-lo, como se não existisse mesmo.Alex sofre, como todos nós sofremos com as conseqüências dos nossos atos, e a partir dos sofrimentos nos permitimos supostas mudanças de conduta, ele não se permite, não de imediato, volta à vida desvirtuada e uma noite simplesmente, amadurece, tem a sensação de aquilo não satisfaz mais, não preenche nem tem sentido, exatamente como quando uma criança passa a não gostar mais de brinquedos infantis.
É nesse ponto que eu quero chegar, já disse que não creio em mudanças drásticas, mas acredito na ordem natural das coisas, ou seja, no amadurecimento, requer uma paciência de monge tibetano, e muitas vezes você deixa de acreditar no amadurecimento das pessoas, mas o pior é, classificarem um processo natural como uma mudança surpreendente.
Não menosprezo pessoas que se livram de vícios de conduta, mas ninguém muda de personalidade aos 30 anos de idade.Entendo que essas pequenas mudanças na verdade são fases, você enfrenta situações que te levam a uma conduta diferente, mas a sua essência é sempre a mesma.Esse papo de essência é meio místico, sei bem disso.Tenho escutado bastante “Paula, você está diferente”, ás vezes num tom contente, outras num tom de espanto, depende do autor da frase.E eu simplesmente escutava a frase, mas não parava pra pensar na mudança, talvez por que ela ainda estava acontecendo.Depois do livro e de ouvir mais algumas vezes esses comentários resolvi buscar a causa da minha mudança pra entender o que leva á todos em algum momento da vida, mudarem.
Olha, pode ser qualquer coisa, qualquer uma mesmo.Foi o que eu conclui, o motivo num é tão importante, por que pode ser banal de verdade, se a causa for você ter pisado no cocô e ter passado o dia inteiro com aquele cheiro desagradável no sapato, ou se foi por que seu namorado te largou, não vai fazer diferença, você vai mudar, não por que você quer, mas por que sua natureza vai exigir isso sem você perceber, algumas coisas vão acabar perdendo o sentido.Você não vai mais ver sentido em cortar caminho pro trabalho passando por aquela rua cheia de coco de cachorro não por que tem medo do cocô, mas por que não quer se sujar mais, mesmo que isso custe a você uns minutos a mais de caminhada.Isso foi uma metáfora, se você não gosta de metáfora, eu vou usar o exemplo do Alex de novo, ele amadureceu, parou de arruaça, não por ter medo de ser preso, mas por ter cansado daquilo tudo, você cansa de pisar na merda, por que fede.Amadurecer acontece pra alguns numa tarde de sábado aos 18 anos, pra outros acontece depois dos 30 numa delegacia, a diferença que pesa é quando a maturidade vai resolver dar o ar da graça na sua vida, quanto antes melhor, ou não, vou confessar que ser maduro ás vezes dá trabalho, ainda tenho aquela vontade de sair pisando na merda e feder mesmo, mas por pouco tempo, ser fedido incomoda a sociedade, que vai te olhar torto, e quando você é supostamente maduro, não agüenta o próprio fedor de ter feito algo errado...
Acredito em mudanças, porém não acredito que sejam realmente mudanças.Ta! Esse é o ponto! Vou explicar do melhor jeito possível e mostrarei exemplos concretos, tudo de um jeito que vai te deixar muito mais confuso e talvez você continue acreditando em ex-gays, ex-assassinos e afins...
Não se confundam, por que eu estou tentando não me confundir! Não perdi a fé nas pessoas, se tivesse perdido não estaria aqui escrevendo sobre esse assunto complicado.Tudo começou numa tarde de verão...Mentira! Tudo começou não me lembro quando, não me lembro quando esse pensamento me surgiu, mas acredito que começou quando eu comprei o livro Laranja Mecânica do Anthony Burgess na Bienal do livro, sabe como é, você ouve falar do filme que foi baseado nesse livro, que é chocante e violento e se depara com o livro antes de ver o filme (obrigado, insensato destino por me fazer encontrar o livro antes!), começa a ler, pensando em atrocidades, criminosos juvenis, tudo num futuro bem distante, o futuro distante realmente existe, mas é quase imperceptível, talvez por que o livro foi escrito em 1962 e talvez o futuro a que Burgess se refere, seja o nosso presente, as atrocidades também estão presentes a todo o momento, os criminosos juvenis são uns amores e totalmente cruéis, mas no fundo que jovem não tem uma crueldade dentro de si? Eu tenho viu! Posso ser bem ruinzinha ás vezes, mas pela moralidade não sou, a diferença é que o Alex (protagonista, e narrador do livro.), era ruinzinho, e imoral, não por não respeitar o conceito de moral e ética, mas por simplesmente ignora-lo, como se não existisse mesmo.Alex sofre, como todos nós sofremos com as conseqüências dos nossos atos, e a partir dos sofrimentos nos permitimos supostas mudanças de conduta, ele não se permite, não de imediato, volta à vida desvirtuada e uma noite simplesmente, amadurece, tem a sensação de aquilo não satisfaz mais, não preenche nem tem sentido, exatamente como quando uma criança passa a não gostar mais de brinquedos infantis.
É nesse ponto que eu quero chegar, já disse que não creio em mudanças drásticas, mas acredito na ordem natural das coisas, ou seja, no amadurecimento, requer uma paciência de monge tibetano, e muitas vezes você deixa de acreditar no amadurecimento das pessoas, mas o pior é, classificarem um processo natural como uma mudança surpreendente.
Não menosprezo pessoas que se livram de vícios de conduta, mas ninguém muda de personalidade aos 30 anos de idade.Entendo que essas pequenas mudanças na verdade são fases, você enfrenta situações que te levam a uma conduta diferente, mas a sua essência é sempre a mesma.Esse papo de essência é meio místico, sei bem disso.Tenho escutado bastante “Paula, você está diferente”, ás vezes num tom contente, outras num tom de espanto, depende do autor da frase.E eu simplesmente escutava a frase, mas não parava pra pensar na mudança, talvez por que ela ainda estava acontecendo.Depois do livro e de ouvir mais algumas vezes esses comentários resolvi buscar a causa da minha mudança pra entender o que leva á todos em algum momento da vida, mudarem.
Olha, pode ser qualquer coisa, qualquer uma mesmo.Foi o que eu conclui, o motivo num é tão importante, por que pode ser banal de verdade, se a causa for você ter pisado no cocô e ter passado o dia inteiro com aquele cheiro desagradável no sapato, ou se foi por que seu namorado te largou, não vai fazer diferença, você vai mudar, não por que você quer, mas por que sua natureza vai exigir isso sem você perceber, algumas coisas vão acabar perdendo o sentido.Você não vai mais ver sentido em cortar caminho pro trabalho passando por aquela rua cheia de coco de cachorro não por que tem medo do cocô, mas por que não quer se sujar mais, mesmo que isso custe a você uns minutos a mais de caminhada.Isso foi uma metáfora, se você não gosta de metáfora, eu vou usar o exemplo do Alex de novo, ele amadureceu, parou de arruaça, não por ter medo de ser preso, mas por ter cansado daquilo tudo, você cansa de pisar na merda, por que fede.Amadurecer acontece pra alguns numa tarde de sábado aos 18 anos, pra outros acontece depois dos 30 numa delegacia, a diferença que pesa é quando a maturidade vai resolver dar o ar da graça na sua vida, quanto antes melhor, ou não, vou confessar que ser maduro ás vezes dá trabalho, ainda tenho aquela vontade de sair pisando na merda e feder mesmo, mas por pouco tempo, ser fedido incomoda a sociedade, que vai te olhar torto, e quando você é supostamente maduro, não agüenta o próprio fedor de ter feito algo errado...