Engraçado, agora que li as últimas páginas da história da menina que roubava livros na Alemanha nazista, lembrei de quantas vezes olhei pra esse livro e ele para mim.Confesso, tive receio de começar a ler.Medo de me deparar com corações dilacerados, mortes contestáveis, lágrimas e lamúrias.Porém, depois que decidi começar, o livro me acompanhou por muitos lugares, por muitas noites esteve na minha cabiceira velando meu sono, nas minhas bolsas coloridas e enormes, e principalmente esteve sobre meus olhos atentos.
Não li até o momento nenhuma crítica sobre A Menina que Roubava Livros, a não ser as palavras de uma amiga que insistiu para que eu lesse e que por algumas vezes saciou minha curiosidade sobre os personagens.Por mais que po alguns momentos eu soubesse o que poderia acontecer com cada um deles, eu insisti! Fui até o final, me deparei com corações dilacerados, mortes contestáveis, lágrimas, lamúrias e uma profunda sutileza e sensibilidade que fez todas as junções de palavras do livro valerem a pena.
Não vou dizer, "Leiam esse livro!", vou dizer, "Sintam esse livro!", por que não é uma questão de leitura, e sim de sentido, de tentar ver a Guerra, o mundo e suas mazélas, com os olhos da menina que furtava livros e que tinha sua história narrada pela própria Morte.
Houveram apenas dois livros que me tocaram realmente, um é a história de corações solitários, o outro está do meu lado, ainda posso lembrar de como ele começou...
Ela mesma
As cores
E a roubadora de livros...
p.s: A história de corações solitários a qual me refiro é do livro, O Coração é um Caçador Solitário de Carson McCullers.